A mudança da Supercopa da Espanha para a Arábia Saudita tem sido motivo de intensas especulações e investigações. Recentemente, Gerard Piqué, ex-jogador do Barcelona, foi convocado para prestar depoimento sobre um polêmico acordo que levou o torneio para o país do Oriente Médio.
A investigação concentra-se nas possíveis transações financeiras irregulares envolvendo Piqué por meio da sua empresa Kosmos, da qual é presidente, durante sua carreira como jogador profissional. Há alegações de que a empresa teria desempenhado um papel questionável nas negociações que resultaram na transferência do campeonato.
Tradicionalmente sediada na Espanha desde 1982, a Supercopa viu sua localização mudar para a Arábia Saudita a partir de 2020, por meio de um acordo entre Luis Rubiales, presidente da RFEF, e as autoridades sauditas. Com exceção do ano de 2021, devido à pandemia, o torneio está programado para permanecer no Oriente Médio até 2029.
O negócio deveria trazer um significativo investimento de 320 milhões de euros para a RFEF, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do futebol espanhol. No entanto, revelações recentes indicam possíveis acordos financeiros controversos, levantando questões sobre os interesses envolvidos.
O escândalo exposto por documentos revela que a RFEF receberia 40 milhões de euros anualmente, enquanto a Kosmos, empresa de Piqué, teria direito a 4 milhões por edição do torneio. Essas descobertas geraram debates sobre a conduta ética do ex-jogador e possíveis conflitos de interesse durante suas atividades empresariais.
Diante das acusações, Piqué negou veementemente qualquer envolvimento em atividades ilegais, destacando a legalidade de suas ações e a transparência nas negociações. A controvérsia em torno do contrato da Supercopa levanta preocupações sobre a gestão esportiva na Espanha e a necessidade de maior transparência nos acordos internacionais.
O depoimento de Piqué, marcado para março, é aguardado com expectativa para esclarecer os detalhes do caso e potencialmente definir os desdobramentos legais. O escândalo revelou a vulnerabilidade dos negócios esportivos a influências externas e ressalta a importância da integridade e transparência em tais acordos.